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Precificação de serviços: como calcular um preço que dá lucro

Por EFCE · · 6 min de leitura

Precificar um serviço é somar o custo de entregá-lo, a parte das despesas fixas que ele precisa cobrir, os impostos e a margem de lucro que você quer. O preço do mercado serve de referência, mas não deve definir sozinho quanto a sua empresa cobra.

Vender mais barato pode parecer um jeito rápido de atrair clientes. Mas quando o valor cobrado não acompanha os custos e a margem necessária, a empresa vende mais e, ainda assim, compromete o próprio resultado. Preço baixo não é vantagem quando aumenta a pressão sobre o caixa.

Os quatro pedaços de um preço

  1. Custo direto da entrega: as horas da equipe naquele serviço, materiais, ferramentas, deslocamento, comissões.
  2. Rateio das despesas fixas: aluguel, sistemas, administrativo, pró-labore. Divida o total pelas horas que a equipe consegue vender no mês.
  3. Impostos sobre o faturamento, conforme o regime da empresa.
  4. Margem de lucro: o que precisa sobrar para a empresa crescer, ter reserva e remunerar o sócio.

Os custos que ninguém coloca no preço

Nem todo custo aparece na hora de definir um valor. Somados, eles reduzem a margem de cada venda:

  • reuniões, ajustes e retrabalho que não estavam no escopo;
  • taxas da maquininha, do cartão e das plataformas;
  • o tempo de atendimento antes e depois da venda;
  • a inadimplência, que é custo de quem não cobra direito.

Se a empresa vende bem e o lucro não acompanha, vale olhar além dos custos óbvios. Veja como calcular a margem e quais indicadores acompanhar.

Promoção e desconto: quando compensam

Uma promoção pode aumentar o movimento sem melhorar o resultado. Antes de reduzir o preço, faça a conta: quanto a mais você precisa vender para ganhar o mesmo? Com margem de 20%, um desconto de 10% corta metade do lucro de cada venda, e exige o dobro de vendas para empatar. Se a equipe não dá conta desse volume, a promoção só cansa todo mundo.

Antes de reajustar o preço

  • Quanto os seus custos subiram desde o último reajuste.
  • Qual a margem de cada serviço hoje, e quais estão abaixo do aceitável.
  • O que o cliente percebe de valor, para comunicar o reajuste com segurança.

Preço saudável começa conhecendo os números do próprio negócio. Com o financeiro organizado, a decisão deixa de ser chute e passa a ser estratégia.

Perguntas frequentes

Posso usar o preço do concorrente como base?

Como referência, sim. Como regra, não. Cada empresa tem custos, estrutura e margem diferentes; um valor que funciona para o concorrente pode não sustentar a sua operação.

De quanto em quanto tempo devo reajustar o preço?

Pelo menos uma vez por ano, e sempre que os custos mudarem de forma relevante: salário da equipe, sistemas, aluguel, impostos. Reajuste previsto em contrato evita conversa difícil.

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